Esgrimistas da post-apocalipse
Ultimamente alguns dos sócios de Casco Vello estamos a practicar a esgrima antiga com espada rapieira. Para quem nom o saiba, a rapieira (rapier em inglês, rapiera em italiano e ropera em castelhano) é um tipo de espada de folha longa e fina, que evolue a partir da espada de mao medieval dentro dos séculos XVI e XVII. O tipo de esgrima está mais orientada cara ao pincho que cara ao corte, ainda que tudo se pode practicar, e é relativamente semelhante à esgrima olímpica, ainda que bastante mais “livre” que esta (ademais de que as rapieiras pessam o duplo que umha espada de olímpica).
O primeiro problema com o que nos achamos quando começamos a tirar foi a questom da protecçom. Já nom som poucas as feridas que levamos enriba, e como de momento nom há presuposto para mercar umha boa indumentária de época, com o seu coleto de coiro, camisa acoitelada, capa e sombreiro de asa ancha, pois houvo que inventar algo para evitar sangrar de mais. A soluçom, sendo todos nós jevimetaleros, foi simples: a clássica chupa de coiro.
O resultado da mestura de espadas renascentistas com indumentária rockeira e carauta de esgrima olímpica, resultou numha imagem digna de película serie B dos oitenta, destas de ficçom científica postapocalíptica, algo assim como Mad Max com espadas.
Aqui quedam umhas fotos sacadas no adro da igreja de Santa Susana, em Compostela, num dia escuro e chuvoso. Este foi um adestramento “produtivo” por dizê-lo de algum jeito: tiramos umhas fermosas fotos, melhoramos a nossa técnica, sacudimos a resaca (alguns), e eu acabei com umha fisura na tíbia por um pequeno acidente, pode-se lhe pedir mais a um dia?

Em garda! O Mago Elener (esquerda) e mais eu (dereita) a ponto de matar-nos um pouco

Se nom leva carauta, agora mesmo o que escreve nom teria cara, e ao melhor cabeça tampouco. Note-se a chupa de coiro acompanhada por luvas de pinchos. Pode haver algo mais Mad Maxiano?

A minha foto favorita: um servidor tirando um fondo ao Mago Elener para atravessar o seu peito

Os dous combatintes agardando pacientemente a que o outro tire para poder responder. E como nom, combatendo em terreo sacro.

Aqui podemos ver como o Mago Elener queda sem umha perna, à sombra de umha oliveira.
Assim que se andades por Compostela e um dia dá a casualidade de que olhades atônitos a um grupo de pessoas meio tolas com indumentárias anacrónicas, nom busquedes as cámaras, é que gostamos de fazer o friki por aí adiante.
xullo 18th, 2007 at 12:52 pm
Pois sí que sí… XD. Isto de “inspirarse” para os posts mola un mogolón XD. Non teño esas fotos, por certo, hasmas de pasar!!
xullo 18th, 2007 at 1:07 pm
Joer, é que ultimamente com o trabalho e demais nom tenho muito tempo a pensar nada novo, assim que ao ver o teu post sobre as rapieiras no Pichel, pensei em que, como um dos protagonistas da história, estaria bem deixar constáncia aqui. Ademais, estas fotos som moi chulas, que o contorno é mais “amoenus” que o Pichel para tirar XD.
xullo 19th, 2007 at 2:39 pm
Venid cantad alegre doll, alegre derry doll! ligeros son el viento y el alado y fuerte halcón!! hahahaha.
xullo 21st, 2007 at 7:20 pm
Xa hai que ser parvos para poñerse a xogar ás espadiñas e aínda por riba presumir de tal infantilada e poñer as fotos. Patético.
xullo 22nd, 2007 at 4:43 pm
Ein??? Estimado Tomás, éntranche na casa a te chamar parvo, infantil e patético? Nunca tal falta de educación vira. Semella que a distancia e os píxels inchan o peito ao máis escrequenado!! Eu xa sabes que non gosto de practicar esgrima medieval, pero non por iso ando a te insultar por practicala! Vaia vaia vaia! A verdade é que non sei que dicir. Nin merece que se lle dea un desprezo!
xullo 22nd, 2007 at 4:50 pm
Enfim, suponho que nom todo o mundo comparte os mesmos gostos, e nom por isso se é “parvo”. Para continuar, a esgrima é um desporte olímpico que deriva da esgrima antiga com rapieira e florete. A recriaçom histórica também é umha atividade consideravelmente digna, na que a esgrima e em geral o combate adoita ter bastante importáncia. De facto “xogar ás espadiñas” significa antes de nada pesquissar em busca de manuais de época, estudá-los, adestrar, etc. Respecto perfeitamente a quem nom goste de fazê-lo, de igual jeito que gosto de que me respectem a mim ao crescente número de gente que practica a esgrima e a recriaçom histórica. Ainda assim estranha-me, amigo Romeiro, que se tam patético che pareze, nom comentes nada sobre este tema no blogue de Pris (librodearea.blogspot.com), que também tem umha entrada semelhante, ou inclussive no foro da Associaçom Espanhola de Esgrima Antiga. Em efeito, a distáncia e os píxeis enchem-lhe o peito a qualquer, isso si que é patético.
xullo 22nd, 2007 at 6:55 pm
bueno, hai xente que se dedica a ‘xogar con espadiñas’ e aproveita o seu facendo deporte, e enriquecéndose culturalmente con manuais de época, e hai outro tipo de xente que son parásitos da sociedade que se adican a meterse en blogs alléos a meterse coa demáis xente. ¿Miramos agora quen é máis patético?